segunda-feira, 29 de abril de 2013

RETROSPECTIVA




          

Hoje, resolvi fazer uma retrospectiva dos principais momentos da minha vida, no âmbito do conhecimento, através da educação escolar.
             
Nasci em uma vila do sertão paraibano, que hoje é uma pequena cidade, chamada Riacho dos Cavalos. Vivi minha infância entre lá e o sítio Jenipapeiro, reduto da família Barbosa, Almeida e Carreiro, da qual faço parte. Meu pai, José Barbosa de Almeida, era funcionário público estadual, no lugarejo de Riacho dos Cavalos, que não tinha sossego, pois quando ele estava contra o poder estadual, imediatamente era demitido e corríamos para nossa pequenina propriedade rural. Sendo a honestidade, umas das suas virtudes, sempre manteve sua ideologia política, sem que fosse preciso pular de galho em galho em busca de vantagens. Depois voltávamos para a vila ou distrito, que pertencia à cidade de Catolé do Rocha, quando novamente o poder estava ao seu lado.
           
Em 1962, o vilarejo de Riacho dos Cavalos foi emancipado, meu pai novamente foi admitido e dessa vez definitivo, onde passou a ser efetivo no emprego. Então, nessas idas e vindas nunca deixei de frequentar a escola, pois não me conseguia ver fora dela. Quando estávamos no sítio tínhamos professoras que iam de Catolé do Rocha e ficavam hospedadas em casa de familiares, que sempre desejaram ver seus filhos aprenderem as primeiras letras. A comunidade da nossa família deve muito as irmãs Silva (Mirian e Dalvinha), pela competência e carinho que tiveram, ao ensinar uma turma multisseriada.
           
No mesmo ano de 1962 fui estudar em Catolé do Rocha, onde cursei desde o Admissão até o Pedagógico, no Colégio Francisca Mendes. Adquiri conhecimentos que juntados à base familiar fizeram-me uma pessoa que continuou buscando realizar seus sonhos. Os anos passaram, casei-me, tive os quatro filhos que programei ter, dádivas do Criador, a qual me sinto co-criadora da espécie humana.
           
Neste ínterim parei de estudar. Morando em João Pessoa, capital da Paraíba, continuei sempre dedicada à leitura, até que um dia, e não faz muito tempo, comecei a rabiscar versos, não sabia que havia escondida dentro da minha alma, assim como a pérola vive escondidinha dentro de uma concha, a inspiração.
           
Continuei minha jornada correndo atrás de realizar mais um sonho. A minha ânsia pelo conhecimento continuou. Nessa altura da minha vida já tinha terminado minha missão com a educação dos rebentos. Senti o ninho vazio e foi quando meu filho caçula, Ticiano que não é o pintor italiano, mas um futuro cientista, me incentivou a fazer o vestibular para Ciências das Religiões, curso novo criado pela Universidade Federal da Paraíba.         
           
Relutei um pouco devido os meus 42 anos fora dos bancos escolares, mas depois acatei a sugestão e resolvi fazer o vestibular juntamente com algumas pessoas maduras, e principalmente com muitos jovens que tinham terminado o ensino médio. Isso, sem frequentar cursinho, apenas com a base do conhecimento que adquiri, nos tempos de outrora, e que carrego comigo. Qual não foi minha surpresa quando saiu a lista dos aprovados e lá estava o meu nome. A alegria foi tamanha, pois acabara de realizar um sonho da juventude: entrar em uma Universidade e fazer uma Graduação. Não tenho mais pretensões profissionais, apenas pelo prazer de aprender coisas novas e de conviver com a diversidade humana. Isto é compensador!
           
Estou de férias, razão de ter um tempinho para escrever, ler e visitar a “praça virtual” do facebook, como chama minha amiga Valéria Montenegro. Recomeço em maio, no 4º período. Foi difícil no início, pois a linguagem acadêmica era totalmente desconhecida para mim. Foi  através do esforço e da vontade da realização de um sonho deixado para trás, que vejo que valeu a pena. Trago as reminiscências da responsabilidade adquirida tanto no lar como no colégio. Então hoje, estou me saindo muito bem, muito bem mesmo. Infelizmente a avaliação é ainda a forma usada para medir o conhecimento. Segundo o ditado: “estou tirando de letra”.

Se alguém sentir minha ausência no espaço virtual, pode acreditar que estou estudando, pesquisando, lendo uma imensidão de textos, tudo para dar o melhor de mim, naquilo que abracei como realização de um sonho e não como um passatempo. 

Neneca Barbosa
João Pessoa, 29/04/2013
               

quinta-feira, 30 de julho de 2009

DIA DA AVÓ






Já disse alguém que “ser avó é ser Mãe duas vezes”. Afirmativa que considero verdadeira, pois sou avó de uma linda menina, chamada Carolina, e qual não é minha alegria quando vou à Bauru passar alguns dias com ela.

Ser avó é compartilhar com os netos as experiências vividas, incluindo também as experiências dos seus pais. É ensinar através do exemplo, apoiar sem ser conivente, sem desrespeitar a educação imposta pelos pais e sem tirar a responsabilidade dos mesmos.


É ter paciência, conversar, brincar, cantar, contar histórias e ser até confidente, porque a vida ensinou a ser mais madura e compreender com o coração as imperfeições do outro.


Ser avó é viver emoções que antes não viveu com os filhos, pela própria conjuntura do país, por ter que trabalhar para ajudar no sustento da prole. É algo gratificante que traz contentamento e desprendimento.


É dar amor incondicional, pois vê neles os frutos dos seus frutos. A avó aprende muitas coisas com os netos, principalmente nos dias de hoje com o progresso da tecnologia e da própria evolução do ser. Quantas crianças não saem com cada uma, que não se sabe de onde elas tiram tanta informação.


Portanto, ser avó é uma bênção divina e os netos são dádivas para todas nós.






Neneca Barbosa
João Pessoa, 26/07/2009

MENSAGEM AOS PAIS







A missão de ser Pai é tão espinhosa quanto à da Mãe. Provedor do lar pelo trabalho árduo que enfrenta para o sustento de sua prole, mas que tem a fundamental tarefa, de educá-la e conduzí-la para a caminhada. Cada ser humano é uma individualidade, mas o papel do Pai é orientar os filhos para não se desvirtuarem do caminho reto. 


Na relação pai e filho é importante a confiança, o respeito, o exemplo e o diálogo, para que se possa haver uma permuta de pensamentos e sentimentos através das palavras que edificam, mantendo assim um bom relacionamento entre ambos. 

A vida está em constante evolução, se fazendo necessário o bom senso e o amor na educação dos filhos, para que no amanhã possam ser homens de bem. 

O Pai é aquele que está ali para encorajar os filhos nas tarefas que vão enfrentar no dia-a-dia, mostrando através de suas experiências vividas e lições recebidas, o que é o melhor. O aprendizado de cada um é único, mas o Pai é a figura que todo filho gostaria de se espelhar. 

Portanto, queridos Pais parabéns pelo dia dedicado a vocês, pela luta que enfrentam para o alcance do crescimento intelectual e espiritual dos filhos. Que o Grande Arquiteto do Universo derrame vossas bênçãos sobre todos nós. 

Neneca Barbosa 

"Tuas crianças não são tuas crianças. Elas são os filhos e filhas da Vida que anseia por si. Elas vieram por meio de ti, mas não de ti. E, a despeito de estarem contigo, elas não te pertencem. Tu podes dar-lhes teu amor, mas não teus pensamentos. Pois elas têm seus próprios pensamentos. Tu podes hospedar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas habitam a casa do amanhã, que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos. Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes fazê-las serem como tu, pois a vida não caminha para trás, nem coabita com o Ontem. Tu és o arco do qual tuas crianças, como flechas vivas são impulsionadas. Arqueiro vede a marca sobre a trajetória do Infinito e Ele te dobra com o seu Poder." 

Kalil Gibran