segunda-feira, 2 de maio de 2022

AS LEMBRANÇAS E O TEMPO

 


O tempo passa, mas permanecem as lembranças dos bons momentos. Porém, a saudade, de quem amamos, fica gravada em nossa memória. No livro da nossa história todas as páginas são significativas e jamais o tempo conseguirá apagá-las. As imagens formadas são recordações marcantes e inesquecíveis, que ao lembrá-las, às vezes, uma lágrima rola, mas infelizmente o tempo não volta. O importante é que elas continuam... Sentimos nosso coração pulsar cheio de amor. E sabe por quê? Porque a saudade e as boas lembranças são presentes do amor!

Neneca Barbosa - João Pessoa – Agost/2021


sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Senhor! 
No esplendor do sol que irradia, dai-me a supremacia da fé e da confiança, para que vá mais além, numa aventura contínua, em busca da descoberta do desconhecido e poder transcender o modo dual, limitado... de viver! 

Neneca Barbosa
João Pessoa, 2019


domingo, 26 de agosto de 2018

O VALOR DAS COISAS SIMPLES


                                                           Resultado de imagem para fogão à lenha com uma mulher pintura

Acordar numa manhã de domingo e refletir sobre o valor das coisas simples, é sentir a presença de Deus em nós. A imagem simboliza uma parte da minha vida, da minha história. É experimentar novamente uma realidade vivida sem alardes, sem artificialidades, sentindo a beleza de um mundo tão meu, de coisas singelas e belas. Lembrar a figura da minha Mãe, ao lado do fogão à lenha, tecendo com suas delicadas mãos, as coisas mais originais que pude degustar em minha vida. É uma emoção inigualável.

Saudades... De tudo! Desde o feijão ao doce de leite. Sabores contrastantes, mas confeccionados e recheados de alegria, de amor e partilha. São as coisas simples da terra que se emaranham com o divino, com uma singularidade ímpar. E é nessa hora, que me faz lembrar meu passado e querer voltar sempre a rever o meu lugar sagrado. 
 
O ser humano esquece que ele mesmo não é apenas razão, mas que também é constituído de sentimentos e emoções. E vai caminhando reduzindo o mundo da vida ao mundo da ciência, criando um abismo entre a tecnologia e a sacralidade da vida.


Neneca Barbosa
João Pessoa, 26/08/2018

Tela do pintor mineiro - Rui de Paula

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

VOLTAR A SER CRIANÇA



Essa vontade de se sentir criança me dá uma alegria interior.
Na minha imaginação volto a correr entre as flores campestres, querendo brincar com as borboletas. Tomar banho de chuva nas biqueiras da velha casa, que guarda minhas lembranças. Olhar o céu estrelado e admirar as luzinhas dos vagalumes. Havia simplicidade em tudo... Um toque mágico de uma varinha de condão.

Lembro das noites no alpendre, deitada na rede, a espera da lua apontando por trás da serra, que ficava ali, tão próxima. Recordações que trazem saudades.
Não havia muro de pedras entre a menina e a natureza.
Ah, como desejo sair, por alguns momentos, dessa realidade que às vezes sufoca...E ser livre para correr pelos verdes campos do meu existir.

Neneca Barbosa
João Pessoa, 30/01/2018

terça-feira, 12 de setembro de 2017

AULQUIMIA ESPIRITUAL





Na vida, temos o tempo de plantar e o tempo de colher. As situações que vão surgindo a nossa frente, nos ensinam que devemos aprender a conviver com a alteridade, sem exigirmos que o outro pense e seja da mesma maneira como desejaríamos. No nosso processo evolutivo, precisamos fazer uma verdadeira alquimia espiritual, indo das cinzas da intolerância ao nascimento da fênix da compaixão, trazendo em suas asas a compreensão e a esperança. Assim, quando aprendermos a amar, conseguiremos vencer a luta que travamos conosco mesmo. Não é fácil, mas na caminhada somos eternos aprendizes.

Neneca Barbosa
11/09/2017

sábado, 19 de agosto de 2017

O ENCANTO DA BORBOLETA





Resolvi escrever um pouco sobre esse ser alado, que me encanta. Quando criança saia a correr pelo pátio da casa, lá no sítio Jenipapeiro, na esperança de pegar somente uma. Geralmente no inverno a vegetação mudava ficando toda verde e nela aparecia as belas flores do campo.  Não tinha a intenção de machucá-la, mas pelo prazer de segurá-la em minhas mãos por alguns instantes, mas confesso que não conseguia, pois ela era muito vivaz. Sentia-me tão feliz em vê-la  voando livre, solta... Com ela ia um pouco de mim, do meu anseio de liberdade.

Sendo a crisálida o ovo que contém a potencialidade do ser e a borboleta que sai dele é um símbolo de renascimento, imprimindo, dessa forma, um dualismo entre morte e vida. Ela simboliza também a beleza e a liberdade. A metamorfose da borboleta inscreve-se na busca do diferente, do novo, da comunicação, da liberdade de expressão. É o momento em que o eu lírico, empregado na linguagem poética, abre a janela da alma para uma nova visão de mundo.

São reflexos que se instauram em nosso existir, no cotidiano e na relação com o transcendente. É viver em harmonia consigo mesmo, com o outro e com o cosmos. Diz Rubem Alves: “Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será […]”. Sabermos da nossa finitude e termos consciência desses momentos nos possibilita fluir, para transpor os obstáculos dos nossos próprios caminhos.

Neneca Barbosa, 22/05/2017


domingo, 18 de dezembro de 2016

MENSAGEM DE ESPERANÇA


A humanidade ainda carrega consigo o egoísmo e esquece que faz parte da Natureza, dádiva do Criador do Universo.

A Terra Mãe nos ensina todos os dias, o amor, a brandura, a doação, a tolerância, o voar e cantar acima de todas as coisas pequenas. Mas, o ser humano, em sua pequenez espiritual, despreza, maltrata e destrói o seu próprio habitat
.
Um novo ano vai se iniciar, mas ele só se tornará novo, se cada um tomar consciência, que são preciso mudanças urgentes, tornando-nos pessoas melhores e mais humanas.

Vamos sair do primitivismo e pensar mais nos valores do Ser, do que nos valores do Ter. Estes últimos são efêmeros! Reflitamos para que possamos acreditar que vale a pena tentar. Que façamos um Natal diferente.

Muita paz, justiça, esperança, solidariedade e amor em nossos corações!

Neneca Barbosa
João Pessoa, 18/12/2016