Grupo Literário InfantoJuvenil ALIPINHO ( Projeto Criança Feliz )
quinta-feira, 7 de julho de 2022
A MENINA E SEU CARNEIRINHO (Fragmentos de minhas memórias)
Grupo Literário InfantoJuvenil ALIPINHO ( Projeto Criança Feliz )
Hoje, queridos Alipinhos, trago a história de uma bela menina, franzina, cabelos pretos, que morava no sítio com seus pais e seus irmãos. Ela era a oitava filha de uma prole numerosa, contando nove filhos. Aos seis anos foi conquistando o domínio da leitura, por ser aplicada e estudiosa. Sua vida era saudável e gostava de correr, brincar, desfrutar da natureza e, sentir a brisa do vento, nas manhãs tranquilas, ouvindo o cantar de uma variedade de pássaros. Gostava do banho de açude, tomar o leite puro no curral... Na fantasia de criança, vivia de maneira singular e, aquele lugar era um paraíso para ela.
O pai, com grande sensibilidade e amor, cobria-lhe de carinho e mimos. Certa vez, ela pediu um carneirinho e ele, na mesma hora, procurou dentro do rebanho, um que tinha o dorso manchado. Imediatamente, ela o batizou de “Manchado”. Seu pai confeccionou um arreio de sola, bem delicado e colocou no animalzinho, que a essa altura, já era bem mansinho. Tornou-se para ela, sua diversão preferida. Quando ela montava em seu carneirinho, andava faceira pelo pátio da casa, sentindo-se a criança mais feliz da vida.
Neneca Barbosa – João Pessoa, 05/07/2022
Imagem: Google
segunda-feira, 2 de maio de 2022
AS LEMBRANÇAS E O TEMPO
O tempo passa, mas permanecem as lembranças dos bons momentos. Porém, a saudade, de quem amamos, fica gravada em nossa memória. No livro da nossa história todas as páginas são significativas e jamais o tempo conseguirá apagá-las. As imagens formadas são recordações marcantes e inesquecíveis, que ao lembrá-las, às vezes, uma lágrima rola, mas infelizmente o tempo não volta. O importante é que elas continuam... Sentimos nosso coração pulsar cheio de amor. E sabe por quê? Porque a saudade e as boas lembranças são presentes do amor!
Neneca Barbosa - João Pessoa – Agost/2021
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
domingo, 26 de agosto de 2018
O VALOR DAS COISAS SIMPLES

Acordar
numa manhã de domingo e refletir sobre o valor das coisas simples, é sentir a
presença de Deus em nós. A imagem simboliza uma parte da minha vida, da minha
história. É experimentar novamente uma realidade vivida sem alardes, sem
artificialidades, sentindo a beleza de um mundo tão meu, de coisas singelas e
belas. Lembrar a figura da minha Mãe, ao lado do fogão à lenha, tecendo com
suas delicadas mãos, as coisas mais originais que pude degustar em minha vida. É uma emoção inigualável.
Saudades...
De tudo! Desde o feijão ao doce de leite. Sabores contrastantes, mas
confeccionados e recheados de alegria, de amor e partilha. São as coisas
simples da terra que se emaranham com o divino, com uma singularidade ímpar. E
é nessa hora, que me faz lembrar meu passado e querer voltar sempre a rever o
meu lugar sagrado.
O
ser humano esquece que ele mesmo não é apenas razão, mas que também é
constituído de sentimentos e emoções. E vai caminhando reduzindo o mundo da
vida ao mundo da ciência, criando um abismo entre a tecnologia e a sacralidade
da vida.
Neneca Barbosa
João Pessoa, 26/08/2018
João Pessoa, 26/08/2018
Tela
do pintor mineiro - Rui de Paula
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
VOLTAR A SER CRIANÇA
Essa
vontade de se sentir criança me dá uma alegria interior.
Na
minha imaginação volto a correr entre as flores campestres, querendo brincar
com as borboletas. Tomar banho de chuva nas biqueiras da velha casa, que guarda
minhas lembranças. Olhar o céu estrelado e admirar as luzinhas dos vagalumes. Havia
simplicidade em tudo... Um toque mágico de uma varinha de condão.
Lembro das noites no alpendre, deitada na rede, a espera da lua apontando por trás da serra, que ficava ali, tão próxima. Recordações que trazem saudades.
Não havia muro de pedras entre a menina e a natureza.
Ah, como desejo sair, por alguns momentos, dessa realidade que às vezes sufoca...E ser livre para correr pelos verdes campos do meu existir.
Neneca Barbosa
João Pessoa,
30/01/2018
terça-feira, 12 de setembro de 2017
AULQUIMIA ESPIRITUAL
Na
vida, temos o tempo de plantar e o tempo de colher. As situações que vão
surgindo a nossa frente, nos ensinam que devemos aprender a conviver com a
alteridade, sem exigirmos que o outro pense e seja da mesma maneira como
desejaríamos. No nosso processo evolutivo, precisamos fazer uma verdadeira
alquimia espiritual, indo das cinzas da intolerância ao nascimento da fênix da
compaixão, trazendo em suas asas a compreensão e a esperança. Assim, quando
aprendermos a amar, conseguiremos vencer a luta que travamos conosco mesmo. Não
é fácil, mas na caminhada somos eternos aprendizes.
Neneca
Barbosa
11/09/2017
sábado, 19 de agosto de 2017
O ENCANTO DA BORBOLETA
Resolvi escrever um
pouco sobre esse ser alado, que me encanta. Quando criança saia a correr pelo
pátio da casa, lá no sítio Jenipapeiro, na esperança de pegar somente uma. Geralmente
no inverno a vegetação mudava ficando toda verde e nela aparecia as belas flores do
campo. Não tinha a intenção de
machucá-la, mas pelo prazer de segurá-la em minhas mãos por alguns instantes,
mas confesso que não conseguia, pois ela era muito vivaz. Sentia-me
tão feliz em vê-la voando livre, solta... Com ela ia um pouco de mim, do
meu anseio de liberdade.
Sendo
a crisálida o ovo que contém a potencialidade do ser e a borboleta que sai
dele é um símbolo
de renascimento, imprimindo, dessa forma, um dualismo entre morte
e vida. Ela simboliza também a beleza e a liberdade. A metamorfose da borboleta
inscreve-se na busca do diferente, do novo, da comunicação, da liberdade de
expressão. É o momento em que o eu lírico, empregado na linguagem poética, abre
a janela da alma para uma nova visão de mundo.
São
reflexos que se instauram em nosso existir, no cotidiano e na relação com o
transcendente. É viver em harmonia consigo mesmo, com o outro e com o cosmos. Diz
Rubem Alves: “Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a
beleza única do momento que nunca mais será […]”. Sabermos da nossa finitude e
termos consciência desses momentos nos possibilita fluir, para transpor os
obstáculos dos nossos próprios caminhos.
Neneca
Barbosa, 22/05/2017
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