quinta-feira, 30 de julho de 2009

DIA DA AVÓ



Já disse alguém que “ser avó é ser Mãe duas vezes”.
Uma afirmativa que acho verdadeira. Pois sou avó de uma linda menina, chamada Carolina, e qual não é minha alegria quando vou até Bauru, para lá com ela passar alguns dias.

Ser avó é compartilhar com os netos as experiências vividas, incluindo também as experiências dos seus pais.
É ensinar através do exemplo.
É apoiar sem ser conivente, sem desrespeitar a educação imposta pelos pais e sem tirar a responsabilidade dos mesmos.
É ter paciência, conversar, brincar, contar histórias e ser até confidente, porque a vida ensinou a ser mais madura e compreender com o coração as imperfeições do outro.
É também viver emoções que antes não viveu com os filhos pela própria conjuntura do país, por ter que trabalhar fora de casa para ajudar no sustento da prole.
É algo gratificante que trás contentamento e desprendimento.
É dar todo o amor incondicional, pois vê neles os frutos dos seus frutos. Também a avó aprende muitas coisas com os netos, principalmente nos dias de hoje que a evolução do ser está cada vez mais desenvolvida. Quantas crianças não saem com cada uma, que não se sabe de onde ela tirou tanta informação!
Portanto ser avó é uma benção de Deus e os netos são suas dádivas.

Neneca Barbosa
26/07/09

MENSAGEM AOS PAIS



A missão de ser Pai é tão espinhosa quanto à da Mãe. Provedor do lar pelo trabalho árduo que enfrenta para o sustento de sua prole, mas que tem a fundamental tarefa, de educá-la e conduzí-la para a caminhada. Cada ser humano é uma individualidade, mas o papel do Pai é orientar os filhos para não se desvirtuarem do caminho reto.

Na relação pai e filho é importante a confiança, o respeito, o exemplo e o diálogo, para que se possa haver uma permuta de pensamentos e sentimentos através das palavras que edificam, mantendo assim um bom relacionamento entre ambos.

A vida está em constante evolução, se fazendo necessário o bom senso e o amor na educação dos filhos, para que no amanhã possam ser homens de bem.

O Pai é aquele que está ali para encorajar os filhos nas tarefas que vão enfrentar no dia-a-dia, mostrando através de suas experiências vividas e lições recebidas, o que é o melhor. O aprendizado de cada um é único, mas o Pai é a figura que todo filho gostaria de se espelhar.

Portanto queridos Pais da Família Maçônica Carneiro da Cunha, a Fraternidade Feminina Carneiro da Cunha parabeniza pelo dia dedicado a vocês, pela luta que enfrentam para o alcance do crescimento intelectual e espiritual dos filhos, e que o Grande Arquiteto do Universo derrame vossas bênçãos sobre todos nós.

Neneca Barbosa

"Tuas crianças não são tuas crianças. Elas são os filhos e filhas da Vida que anseia por si. Elas vieram por meio de ti, mas não de ti. E, a despeito de estarem contigo, elas não te pertencem. Tu podes dar-lhes teu amor, mas não teus pensamentos. Pois elas têm seus próprios pensamentos. Tu podes hospedar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas habitam a casa do amanhã, que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos. Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes fazê-las serem como tu, pois a vida não caminha para trás, nem coabita com o Ontem. Tu és o arco do qual tuas crianças, como flechas vivas são impulsionadas. Arqueiro, vede a marca sobre a trajetória do Infinito e Ele te dobra com o seu Poder."

Kalil Gibran

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

PAI



O ser humano, em sua escalada evolutiva, através do esforço, boa vontade e perseverança, procura trilhar o caminho do Bem.

Assim foi com esse homem extraordinário,
de caráter marcante, que através da luta pela sobrevivência, se fez um homem de Bem – Meu Pai!
José era seu nome, de origem hebraica, indica um ser sensível, confiante, generoso, conciliador, aquele que acrescenta.

Nascido no sítio Jenipapeiro, órfão de pai aos quatro anos, de uma família de cinco filhos, cresceu sob os cuidados de sua querida Mãe, que aos trinta e um anos, ficara viúva, de sua avó e de seus tios que, além do carinho, deram para ele valores de vida, que ele carregou consigo durante toda sua existência.

Criança esperta começou a lidar com as letras aos seis anos. Naquela época, 1917, o estudo era precário na zona rural. A nossa comunidade sempre trazia para a casa de um membro da família, alguém, mesmo sem formação pedagógica, mas que sabia um pouco de português e matemática, para dar o ponta-pé inicial na formação escolar daquela meninada. Meu Pai, inteligente, extrovertido, conseguiu logo absorver as primeiras lições ministradas pelo seu professor de quem se tornou, pelo convívio, um grande amigo.

Recordo ainda com emoção, ele contando que fora convidado pelo seu Mestre a irem juntos até a cidadezinha próxima do sítio, para assistirem a missa do domingo, que acontecia uma vez por mês. Na hora marcada, ansioso, pensou que o seu protetor não viria, mas qual não foi sua alegria quando ao longe o avistou, montado em seu cavalo. Usando de uma grande virtude, a sinceridade, disse: “O pessoal dizia que o senhor não viria me buscar”. E o professor respondeu: “Barbosa, a primeira qualidade do homem de bem é não falhar em seus compromissos. Lembre-se sempre destas palavras de seu velho amigo e professor das primeiras letras”. E meu pai seguiu à risca os seus conselhos. Homem do sim, sim, não, não, nunca falhou com sua palavra e disso me responsabilizo.

Foi crescendo com muita desenvoltura, de uma inteligência aguçada, sempre enfrentando os desafios da própria vida, conseguiu conduzir o seu barco, como um grande timoneiro. Ainda o escuto, dizendo meio brincalhão: "Segura o remo, Zé Barbosa, senão o barco afunda".

Casou-se aos 23 anos e teve uma prole de nove filhos. Continuou no trabalho agro-pecuário e mais tarde tornou-se funcionário público. Morando em Riacho dos Cavalos, ingressou na vida política, mas não conseguiu se eleger como prefeito da cidade. A honestidade, a generosidade e a responsabilidade foram os valores inerentes ao seu espírito e que tão bem soube passar para os seus filhos. Ficou viúvo aos sessenta anos e com noventa e dois foi chamado a voltar à pátria espiritual. Ainda lúcido, previu sua própria passagem.

A afinidade entre nós dois era tamanha que, mesmo nos últimos anos, longe do seu convívio, quando lhe diziam que eu estava para chegar, seu olho brilhava de contentamento e o sorriso se fazia presente. Carinhoso, carismático tinha o apreço e o respeito daqueles que dele se aproximavam.

José Barbosa de Almeida deixou para seus filhos e gerações seguintes o exemplo de um homem digno, de uma personalidade extraordinária, de muito amor e dedicação para com todos. Os seus ensinamentos, meu querido Pai, vão se perpetuar para um todo e sempre. Obrigada Pai!

João Pessoa, 08/01/08
Neneca

sábado, 5 de janeiro de 2008

CAMINHADA



A nossa caminhada é tão cheia de surpresas e acontecimentos, que de uma forma ou de outra, servem para o nosso crescimento interior. E nesta busca ao autoconhecimento, do desvendar de si-mesmo, é que vai crescendo dentro de nós o desejo de uma tomada de consciência do que realmente somos.


Por isso é preciso o equilíbrio, para podermos ter a capacidade de libertarmos de todos os nossos conflitos.


Compreendemos que se faz necessário muitas vezes o silêncio e a solidão, para o mergulho interior.


É preciso escalar as veredas íngremes dos escarpados caminhos dos nossos corações, para descobrirmos a luz. E aí o caminho nos será conhecido, nossa alma se sentirá fluindo na centelha do Bem, e o colóquio com a natureza nos levará ao intento de desferir o grande vôo.


A conquista dos sentimentos da compaixão, da humildade e do amor, é algo inexorável, que faz com que o nosso aprendizado se torne cada vez mais sólido.


Conhecer pessoas que comungam conosco, quer seja nas idéias, na forma de ver a vida, na troca das energias saudáveis, torna-nos cada vez mais fortes, para continuarmos a nossa escalada evolutiva.


Todos os estágios da nossa vida são importantes. Mas nem todos compreendem essa dilatação dos horizontes, através dos caminhos do Amor.


João Pessoa, 26/12/07


Neneca!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

NATAL


Natal, época do ano que se comemora o nascimento do Mestre Jesus, entre os cristãos. Há dois mil anos que sua mensagem ecoa no ar em forma de magnetismo divino, e a humanidade ainda não absorveu. Vi uma frase: “Natal é época de que mesmo? Ah! tempo de vender mais”. Infelizmente o materialismo demonstra como estamos longe dos valores de fraternidade preconizados pela mensagem cristã. Nem todos aproveitam esse período para fazerem uma reflexão espiritual, propondo-se a mudanças interiores.

As lições do Mestre contidas no Evangelho são como roteiro de bênçãos que nos guia e nos orienta durante toda a nossa existência, convidando-nos ao equilíbrio, a serenidade, ao esforço permanente de renovação e o trabalho no Bem. E essa renovação conseguiremos através da fé, na certeza de que somos amparados e que, apesar das dificuldades, colheremos os frutos da nossa sementeira de lutas.

Alegra-nos em sabermos que muitas pessoas, umas até no anonimato, trazem em sua alma o verdadeiro sentido do espírito natalino, por serem sensíveis às necessidades alheias.

Lembro-me agora do Natal dos meus tempos idos. Naquela época, pelo menos nos sítios e cidadezinhas, não se falava em Papai Noel, presentes e árvores de Natal. O seu sentido era apenas religioso. Assistir a missa do “galo” à meia noite, e ver o presépio montado ao lado do altar. Para mim, ainda criança, como também para toda garotada, era uma alegria, mesmo suportando o sono que nos abatia, mas o prazer era tamanho diante das figuras da sagrada Família, dos Pastores e dos animais. Todos ali reverenciando a chegada do menino Jesus.

Natal significa nascimento do Meigo Rabi da Galiléia em nossos corações, nascimento da esperança a cada alvorecer. Sentir que Ele está ao nosso lado, representado no cuidado que dispensamos à nossa família, na criança desamparada que estende os seus braços para nós, nos aflitos da mendicância e em tantas outras possibilidades que temos de auxiliar ao nosso próximo.

Um Feliz Natal, repleto de muita luz, paz e amor.

João Pessoa, 12/012/07
Neneca.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PRÊMIO ESCRITORES DA LIBERDADE



Prêmio
Escritores da Liberdade

Tive a agradável surpresa de ser-me concedido um prêmio.
Como blogueira: Escritores da Liberdade.

O prêmio foi-me atribuído por minha querida amiga LENINHA, também, anteriormente nomeada “Escritor da Liberdade”, autora do blogue http://leninhaluz.blogspot.com,
e que foi inicialmente criado e publicado no blogue Batom cor-de-rosa http://batomcorderosa.blogspot.com/ para distinguir e incentivar todos os que escrevem, partilham seus sentimentos, opiniões, dividem as palavras amigas que recebem de seus amigos, colocam seus ideais, seus gostos pela literatura, seja ela de que forma for e de que manifestação lhe seja atribuída.

O prêmio tem um simbolismo, e reflete o reconhecimento a quem escreve, e a quem partilha.
É um generoso incentivo de quem o criou e de quem o atribui, a amiga e poetisa Marta Peres.
Por isso, outros como eu, precisam desse estímulo.
Passo o testemunho e procurarei ser isenta e justa na escolha, respeitar quem o criou, respeitar quem o imaginou, parabenizar os que o receberam e a acentuar a credibilidade dos valores da LIBERDADE, pois onde há liberdade há criatividade.


É, uma honra receber o prêmio
Escritores da Liberdade!


Obrigada a todos que tiveram essa iniciativa.
E aos que deram continuidade a esse trabalho de incentivo, para os
que estão se descobrindo nas Artes.


E a ti querida Leninha, o meu muito obrigada!
Abraço carinhoso!

Neneca.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

CAROL, MINHA FADA ADORMECIDA

S. João na APAE




A família está em festa. Carolina chega, pela bondade divina, ao mundo dos homens. Como todo ser humano veio também com o objetivo de evoluir. Pra mim, avó pela primeira vez, foi um presente dos céus. Carinhosamente chamo-a de Carol, Carolzinha, minha princesa. Linda! Uma boneca! Uma fada!

E por que minha fada adormecida? Hoje com dez anos, trouxe consigo limitações de uma criança especial, mesmo com suas particularidades, o que conta para nós é o amor que sentimos e o que podemos fazer para melhorar sua qualidade de vida.

Carol é mesmo um ser especial. Sua comunicação não é através das palavras articuladas. Que importam as palavras! Seu comportamento tranqüilo, tão bem expressado pelo seu bom humor, sua percepção e o brilho do seu olhar, transmitem para nós serenidade e beleza. É como se tudo estivesse bem para ela, e deve estar... Enquanto o seu corpo físico está ali nos momentos de repouso, alheio para aqueles que não têm a sensibilidade de vê-la com os olhos da alma, o seu espírito voa, voa em busca de outras plagas, buscando o aprendizado infinito. E quando volta parece estar protegido por uma redoma, assim como a redoma da rosa do pequeno príncipe, de Exupéry. A dor, nossa amiga e companheira, ferramenta do nosso crescimento espiritual, porque nem sempre despertamos pelo o amor, demora bater a sua porta.

Como nos afinamos! Basta chegar a sua casa, e isso é feito com um espaço de tempo, pois a distância física que nos separa é razoável, para sentir que ela sabe quem sou. O seu sorriso de satisfação, o brilho dos seus olhinhos, penetra bem no fundo do meu Ser. Quanta emoção! É assim quando nos encontramos. Dois seres que muito se amam. Telefono sempre para que ela escute a minha voz, e aí vovó conversa, ri, diz palavras de incentivo, faço aquela festa, e a satisfação dela é a mesma.

Carol, quantas lições preciosíssimas você nos tem dado. Cultivou a paciência em seus pais, a resignação em seus avós e tios, o carinho e a entrega de todos aqueles que à assistem. É chamada do sachêzinho da APAE pelo perfume que exala, não só do seu corpo físico, mas principalmente de sua alma. É um ser adorável! E tem a proteção dos seus amigos espirituais.

O despertar vem de um modo que nem imaginamos. Nesses momentos perguntamos: O que será que Deus quer de mim? Todas as ocorrências de nossa vida poderemos nomeá-las de “intervenção divina” ou “desígnios de Deus”. No entanto seja qual for a denominação que utilizarmos, tenhamos a certeza de que tudo aquilo que nos acontece tem como objetivo profundo a renovação da alma e como propósito o bem comum.

João Pessoa, 10/11/07
Neneca